![]() |
| Imagem Original |
Quem estava preocupado, apreensivo e com medo eram os pais de Luquinhas, que choravam alguns quarteirões longe donde seu filho se encontravam. E eles tinham razão. O menino de 4 anos sairá de casa sozinho enquanto a mãe trabalhava e o pai estava tomando banho, a avó cochilava no sofá com a televisão ligada naquele filme que o avô gostava e por isso o mesmo tinha ido a cozinha fazer pipoca. Enquanto isso Luquinhas estava ocupado atravessando a rua na faixa como seus pais o ensinaram após olhar para os dois lados da rua. Luquinhas sabia o caminho até o grande prédio divertido facilmente, ele ia com os pais todo domingo a tarde e já estava acostumado a passar de debaixo da grande arvore com o tronco rachado e virar para o lado da casa engraçada de dois andares verde e rosa, combinação que Luquinhas achava divertidam depois era só caminhar mais um pouco e atravessar outra rua com outra faixa depois de ter olhado para os dois lados e você chegava nas portas de vidro do grande prédio divertido. O menino costumava ir todo domingo a tarde com seus pais, mas eles não eram a unica companhia, sempre iam com eles Milo, o amigo de Luquinhas. Milo era tímido e só gostava de conversar com Luquinhas, os dois brincavam muito juntos e se divertiam bastante e sempre estava ao lado de Luquinhas. Porém nessa quinta feira Milo não estava com Luquinhas, mas essa era a intenção do menino. Ele saiu sem ninguém da sua família perceber e até Milo não o viu deixando a casa após ter quebrado Frederico, seu porquinho de barro onde ele guardava suas preciosas moedas. Luquinhas não queria Milo por perto pois ele queria comprar o presente para o amigo, que estava de aniversario no dia seguinte e ele pegará todas as suas moedas e foi para o grande prédio divertido comprar um presente, assim como sua mãe fazia quando alguém estava de aniversario.
Agora Luquinhas andava pelos enormes corredores do local, subindo e descendo nas escadas engraçadas que iam e vinham sozinhas. Ele estava procurando algo especial para o amigo e ele sabia que ia encontrar ali.
Os pais de Luquinhas também estavam a procura, mas não era de presentes e sim do seu filho que havia desaparecido. Todos os familiares, amigos e vizinhos dos pais do Luquinhas haviam se reunido na casa deles. Todos iriam ajudar na busca pelo garoto, inclusive a policia já estava a procura do menino.
A mãe de Luquinhas, que tinha voltado correndo do trabalho e agora chorava nos ombros do pai de Luquinhas não queria perder outro filho. Já fora duro perder um ano atrás Murilo, o irmão mais velho de Luquinhas e para piorar era um dia antes do aniversario de Murilo. A mãe de Luquinhas queria que seu filho estivesse ali com ela, ela o amava tanto e faria qualquer coisa por ele e isso só a fazia chorar mais.
Luquinhas, que não estava a par de tudo que acontecia só por ele ter dado uma saidinha de casa, caminhava pelos vastos corredores do prédio grande e divertido, ele ainda estava apreensivo e ainda não sabia o que era apreensivo. Mas ele estava perto de encontrar o que ele tanto procurava, era um portão colorido e cheio de figuras sorrindo, dentro desse portão ficava uma enorme sala cheia de tudo que Luquinhas gostava e ele sabia que lá encontraria o presente para Milo. O problema é que ele não conseguia encontrar o portal e vagava pelo grande prédio e agora não tão divertido a procura do incrível portal. Luquinhas estava cansado e começava a sentir fome, mas não pensava em desistir, ele tinha que encontrar o presente para Milo. E quando ele virou mais uma vez naquele labirinto de corredores ele avistou o portal e correu para entrar naquele mundo dos sonhos.
No mesmo prédio grande e divertido estava um tio de Luquinhas, que tinha um bigode que coçava quando ele beijava Luquinhas e Luquinhas não gostava, mas gostava do tio. O tio estava apreensivo e nervoso, mas não estava com fome e sono, ele estava preocupado com o sobrinho que sumirá sem ninguém perceber. O tio de Luquinhas com o bigode que pinicava foi o primeiro a pensar que o menino poderia estar no shopping e correrá até ali. Mas pessoas vinham atrás, já que o lugar era grande e demoraria para procurar por tudo. O tio de Luquinhas entrou correndo pelas portas de vidro que minutos antes Luquinhas tinha passado, mas o tio do menino não sabia disso e continuava apreensivo e nervoso.
Já Luquinhas não estava mais apreensivo, ele havia encontrado o presente para Milo, um pequeno urso azul fofo. Luquinhas não sabia quanto custava o ursinho azul e fofo, era sempre sua mãe que pagava os presentes, mas Luquinhas achava que suas moedas dariam para comprar. Eram bastantes moedas, mas de um punhado, deveria ser o suficiente. Luquinhas encontrou uma vendedora e foi até ela.
A mulher ficou surpresa quando Luquinhas a chamou, ela não sabia ainda que seu nome era Luquinhas, nem que ele havia saído de casa sozinho e que estava ali para comprar um presente. Mas ela adorava crianças e Luquinhas era lindo e fofo.
- Olá garotinho, como é seu nome? - Ela perguntou suavemente, abrindo um sorriso cheio de ferros que Luquinhas não sabia o que era, mas já havia visto nos dentes do seu primo Jorge também.
- Luquinhas. Eu quero comprar esse ursinho para dar de presente para meu amigo. - Disso Luquinhas, ele não era tímido e gostava de conversar.
- Onde estão seus pais? - Perguntou a moça curiosa, mas não apreensiva.
- Em casa. - Respondeu Luquinhas singelamente. A moça estranhou e seu sorriso foi diminuindo do rosto enquanto suas sobrancelhas se aproximavam.
- Em casa? Você está aqui sozinho? - Indagou ela, agora além de curiosa também estava preocupada.
- Sim, eu vim comprar um presente para Milo. - Falou Luquinhas levantando o ursinho para mostrar a moça e depois pegou do bolso o punhado de moeda que ele tirará de Frederico, seu porquinho de barro. - Isso aqui paga?
A mulher não teve tempo de responder, pois atrás dele ouve um grito e quando ela se virou assutada, um homem com bigode corria em direção a ela. O homem agarrou Luquinhas e o abraçou e o beijou. Luquinhas sentiu o bigode do seu tio no seu rosto e tentou se afastar, mas o tio de Luquinhas não o soltava.
- Me solta tio. - Disse Luquinhas empurrando o homem com bigode, as moedas haviam caído da sua mão, mas ele ainda segurava o ursinho azul e fofo. - Minhas moedas caíram tudo.
- Por que você saiu de casa? Estávamos tão preocupados. - E apreensivos, poderia ter citado o tio também, mas Luquinhas não entenderia, pois ele não sabia o significado de apreensivo.
- Vim comprar o presente para Milo, amanhã é seu aniversario. - Disse Luquinhas, agora no chão depois de tanto empurrar o tio para solta-lo. O tio que agora tinha lagrimas até no bigode não entendeu, ele não conhecia nenhum Milo, tão pouco alguém que fazia aniversario amanhã da família.
- Luquinhas, me diga, quem é Milo? - O tio estava curioso, mas Luquinhas não queria falar, Milo era tímido, não gostava que falassem dele para os outros.
- É meu amigo. - Sussurrou Luquinhas e apenas o tio que estava agachado ao lado do menino escutou, enquanto a vendedora que ainda estava ali vendo tudo, mas sem entender nada, não escutou. - Ele mora comigo, a gente brinca junto, depois que o Murilo foi embora. - Agora Luquinhas estava triste, ele sentia saudade de Murilo, seu irmão e não gostava de falar sobre aquilo. Enfim o tio de Luquinhas havia entendido tudo e mais lagrimas desciam pelo seu rosto já marcado com algumas rugas..
- Pegue o urso e vamos para casa, você já achou o presente. - O tio de Luquinhas que tinha o bigode que incomodava pegou Luquinhas no colo e se dirigiu ao caixa, com a mulher com ferro na boca em sua cola. Já Luquinhas ia no colo com o ursinho apertado em seus braços.
***
Luquinhas já estava na cama e sua mãe acabará de fechar a porta. Um dia havia passado desde que Luquinhas havia passeado sozinho pelo grande prédio divertido e achará o presente para Milo. Quando Luquinhas voltou para casa todo mundo quis abraçar ele, coisa que ele não entendeu, mas entenderia dali alguns anos. Agora era noite do dia seguinte e isso queria dizer que era aniversario de Milo. Luquinhas desceu da cama e se abaixou, o presente de Milo estava embaixo da sua cama, embrulhado e bem guardado. Luquinhas o pegou e levou até a cama que ficava ao seu lado. Era a cama de Murilo, mas agora Murilo não dormia mais ali e a cama pertencia a Milo, que dormia silenciosamente. Luquinhas tirou o ursinho azul e fofo da caixa de presente e colocou ao lado de Milo.Luquinhas não sabia porque estava chorando, mas estava. Ele passou a mão pelo cabelo do amigo e disse:
- Feliz aniversario!
Gente, um ano atrás foi publicada a primeira postagem do blog. Hoje, um ano depois, muita coisa mudou e acho que tudo foi para melhor, houve baixas e coisas ruins, mas toda vez que superamos algo ruim nos tornamos melhores e é isso que eu quero para o blog, torna-lo cada vez melhor para vocês e para mim. Parabéns para mim, para o Zé2 e para vocês que leem o blog e Feliz Aniversario.

Nenhum comentário:
Postar um comentário