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| Livro #1 da minha Meta de Leitura 2016 |
TÍTULO BRASILEIRO: Battle Royale
AUTOR: Koushun Takami
ANO DE LANÇAMENTO: 1999 (no Japão) - 2014 (no Brasil)
EDITORA: Globo Livros
Nº DE PAGINAS: 664
Battle Royale (que muitos acham ser plagio de Jogos Vorazes, mas é mais fácil ser o contrario) conta a história de uma turma do nono ano de uma escola japonesa que é mandado para uma ilha para se matarem. Parace familiar né? Se você já leu Jogos Vorazes com certeza é, já que a trilogia escrita por Suzanne Collins se inspirou na obra japonesa(?). Porém, para mim a semelhança diminui a cada página lida. Enquanto Jogos Vorazes mantém uma narração em primeira pessoa e foca também em toda a questão politica, Battle Royale não, no livro japonês a grande questão é como os alunos irão lidar com isso. Vemos grande parte dos alunos narrar os acontecimentos da ilha, seus medos, suas paranoias, suas inseguranças. Já que os alunos que vão para a ilha nem imaginavam participar desse programa e ainda por cima eles têm que matar seus colegas de classe, já imaginou? Eu, que conclui o ensino médio ano passado e hoje já estou morrendo de saudade dos meus colegas, não consigo nem imaginar matando as pessoas com quem convivi 2,3 até 5 anos juntos. Mas vemos uma matança sem fim, é tiro, facada, sangue por tudo. Vemos alunos tentando fugir da ilha, outros querendo apenas se esconder, mas alguns realmente estavam matando seus colegas. O jogo havia começado.
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| Imagem retirada do Google |
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| Belíssimas palavras |
Eu tenho que admitir que acho o casal de protagonistas (Shuya e Noriko) um tanto chatos, não sei se é por conta do cenário atual ser diferente de 17 anos atrás, quando o livro foi escrito. Entretanto, por estar acostumado com protagonistas fortes(Katniss, Tris, Clary, etc.) é triste ver a principal imagem feminina do livro ser apenas mais uma donzela indefesa e pronta para ser salva (mesmo ela tendo me surpreendido no final, mas um ato de força sozinha não salva todo um livro onde ela é a garota indefesa). Já Shuya é o protagonista ingênuo e de bom coração, que vê o lado bom de todos, mas ele aprende com o jogo e descobre que ser ingênuo demais é cavar a própria cova. Mas ainda temos outros 40 alunos e a maioria se mostrou ótimos personagens, alguns tiveram destaques maiores e suas subtramas enriqueceram ainda mais os livros. Eu confesso que quando comecei a ler o livro e vi aquela lista de nomes japonês entrei em desespero, eu achei que nunca ia conseguir memorizar aqueles nomes e hoje escrevendo essa resenha percebi que eu estava errado e isso se deve principalmente ao fato do autor ter conseguido dar um espaço para cada e você conseguia se identificar com pelo menos um dos 42 estudantes.
Entre outros personagens eu posso citar Shinji, Shogo, Mitsuko, Yukie e é claro o grande vilão, Kazuo, que parece um Chuck Norris, o capeta encarnado.
A trama é incrível e tem um desfecho perfeito. Não é um final surpreendente, mas digno desse livro que manteve a qualidade por todas as suas 664 paginas. Outro ponto positivo é seu acabamento, a editora Globo Livros caprichou e trouxe uma capa linda, uma ótima tradução e todo o acabamento é excelente.
Sem duvidas é um livro nota 10, mas eu darei nota 9 só por conta de Noriko, eu queria vê-la em ação, infelizmente não pude.
Como vocês devem ter percebido ao ler essa resenha eu comecei muito bem meu ano e assim tenho um livro a menos na minha Meta de leitura, e minha próxima leitura é O Silêncio dos Inocentes, espero que mantenha o nível e me proporcione uma leitura melhor ainda!
Até mais!




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